sexta-feira, abril 28, 2006

Doi-me a cabeça

Fala baixo por favor... sussura...
Só silencio... assim...
Não me obrigues a pensar... deixa fluir....
Sinto as veias a crescer em volta do cerebro, qual joboia à volta da presa...
Não quero chá... pelo menos desse... Sabes bem que odeio chá verde!
Deixa-te só ficar aí...
Não ouves?
Está um pombo a fazer barulho debaixo da janela...
Será mensagem?
Hoje não quero saber, apenas saía do silencio por um belo par de... Ben-u-ron's.

quinta-feira, abril 27, 2006

Blair Sudoeste



e vamos ver quem dorme com a mãe...

Tem a ver com a situação...

"Paso las noches enteras rezando implorandole a Dios
Que cuide y vele por ti que est contigo cuando no estoy"
Orishas

domingo, abril 23, 2006

Tabela das marés

Por mais incrivel que pareça e apesar dos altos e baixos, o teu mar é tão navegavel.
Vou pegar num lençol fazer a vela, com a almofada faço o casco...
Deixo a minha bussula achar o norte...
Nem preciso de leme.
Amarras?
Nunca.
Só do vento... e esse temos de sobra!
Porque o vento é tudo o que realmente temos...
Por agora.

sábado, abril 22, 2006

Noves fora.... Miau?

Ele outra vez

Mais uma chavena de chocolate.
Algo que gostava de partilhar contigo.
O chocolate... Quase uma obsessão, sabias?
Uma bela e quente chavena de chocolate, doce, aveludado... Hum...
Um leve ronronar...
Sim de certeza que o gato não dorme neste momento... está apenas a fingir...
Sabias que os gatos são os unico animais irracionais que fingem que dormem?
Ai é? Não sabia...
Então não é bem fingir, é mais meditar...
Como queiras.
Longo silencio... quase tão longo como os 6 segundos que demoram a passar...
( e devo dizer que nada do que está escrito é aquilo que queria escrever, mas hoje faltam-me as palavras)

quarta-feira, abril 12, 2006

Descarta

Sinceramente espero que ele esteja melhor.
Não suportava saber da sua necessidade de atenção, carinho, preocupação.
Eu sei qu ele merece, tão perfeitinho que é.
Ele está à frente de ti, é mais importante que aquilo que te rodeia.
Mas o que mais me aborrece é saber que vais ter de o acompanhar para o resto da vida... Sempre a dar-lhe atenção...
Não achas um pouco demais? Talvez o teu umbigo não mereça tanto...

segunda-feira, abril 10, 2006

No Comment


...e uma salva de palmas....

A problematica do Bell

Se soubesse que o telefonema me faria rir tanto... oferecia-te um satélite!

domingo, abril 09, 2006

S... de sul?

Surpreendes.
Pisas o chão como se fosses pedaço de ar...
Como se cavalgasses as nuvens seguro do que és, vento flutuante que abana a chama...
Intriga cintilante de um céu sem luar.
Estranhamente tu, estranhamente alguem que compreende...
Ou finges dominar o mundo, ou pertencer a ele...
Menino sem lugar, sussurras quando olhas...
Vives num mar calmo, embora desejes um pouco de vento sul.
O vento sul...

Talvez genial talvez apenas isto

Gitâ

by Raul Seixas e Paulo Coelho

Às vezes você me pergunta por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada, nem vivo sorrindo ao seu lado
Você pensa em mim toda hora, me come me cospe me deixa
Talvez você não entenda mas hoje eu vou lhe mostrar
Eu sou a luz das estrelas, eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida, eu sou o medo de amar
Eu sou o medo do fraco, a força da imaginação
O blefe do jogador, eu sou, eu fui, eu vou
Eu sou o seu sacrifício, a placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro e as juras de maldição
Eu sou a vela que acende, eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo, eu sou o tudo e o nada
Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra do fogo da água e do ar
Você me tem todo o dia, mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você mas você não está em mim
Das telhas eu sou o telhado, a pesca do pescador
A letra "A" tem meu nome, dos sonhos eu sou o amor
Eu sou a dona de casa nos "peg-pags"do mundo
Eu sou a mão do carrasco, sou raso, largo e profundo
Eu sou a mosca da sopa, o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego e a cegueira da visão
Eu sou o amargo da língua, a mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio, o início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio

sábado, abril 08, 2006

Tão...

Sei que estás aí.
Não que te oiça, não que te sinta...
Mas estás aí.
Tão silencioso, tão indeciso, tão presente, tão ausente.
Lembro-me do teu cheiro, lembro-me da maneira como morres na praia, lembro-me da maneira como me envolves...
Mas, embora sempre aqui... é como se não estivesses...
Tão presentemente ausente.