sábado, março 31, 2007

Batata. Ou a realidade de seres um nabo.

Vi-te.
Boiavas feliz no calor de uma realidade só tua.
Eras pedaço de luz num caldo de existencias semelhantes.
Estavas lá.
Fixavas-me com aqueles olhinhos liquidos.
Esses olhos bandidos que brincam com os meus...
De certeza que já foram inspiração de poetas!
Qualquer poeta ou não-poeta da tua vida já deve ter acordado a pensar neles....
É inevitavel!
É realidade submersa num castanho matreiro que corroi o teu sonho.
Poiso novamente os olhos na sopa.
Continuas lá.
- Ainda não me respondeste, o que achas do segredo que te contei?
-O segredo?
O segredo já não o é!
Claro como água, como os olhos, o liquido, a sopa!

Aula de gestão

Devias estar aqui.
Hoje estou num daqueles dias em que preciso de ti.
Estou quase à 6 horas rodeada de gente.
Sinto-me cansada das vozes, dos objectivos.
Apetece-me fazer aquilo que ainda não fiz.
Apetece-me pegar em ti, e recuperar aquele tempo...
Levar-te a dançar!
Fazer-te tremer as pernas (fingindo sempre que não me afetas nada)!
Finalmente!
Finalmente consegui voltar a escrever, e foi preciso sentir-te...
Estranha ligação entre ti e o papel...