Batata. Ou a realidade de seres um nabo.
Vi-te.
Boiavas feliz no calor de uma realidade só tua.
Eras pedaço de luz num caldo de existencias semelhantes.
Estavas lá.
Fixavas-me com aqueles olhinhos liquidos.
Esses olhos bandidos que brincam com os meus...
De certeza que já foram inspiração de poetas!
Qualquer poeta ou não-poeta da tua vida já deve ter acordado a pensar neles....
É inevitavel!
É realidade submersa num castanho matreiro que corroi o teu sonho.
Poiso novamente os olhos na sopa.
Continuas lá.
- Ainda não me respondeste, o que achas do segredo que te contei?
-O segredo?
O segredo já não o é!
Claro como água, como os olhos, o liquido, a sopa!
