sexta-feira, agosto 10, 2007

Quem disse que o guião foi feito para ser seguido?

Por entre as longas folhas verdes do bosque caminhava descalça, procurando o caminho até casa.
Como saido do livro que li na infância, apareces tu, olhos brilhantes, sorriso rasgado, pensamentos tantos, que, apesar dos phones do mp3, saiam em cascata pelas orelhas... e que orelhas...
A batida musical do teu mp3 era uma aura perfumada à tua volta, que se sobrepunha ao doce aroma do mar de pinheiros do tal bosque verde.
Nas mãos trazias aquilo que poderia ser um livro, mas era de tal maneira grande, antigo e pesado que fazia com que as tuas delicadas mãos parecessem apenas enfeites embutidos no couro velho que encadernava o livro...
Um provavel livro sagrado.
Sem querer olhei para ti, lá estava, o tal brilho...
Perguntaste-me para onde ia, sabes muito bem a resposta, afinal, esta cena é das cenas mais batidas da infancia. "E tu, onde vais?" Sorrindo respondes "isso não está no guião!"
Quem disse que o guião tem de ser seguido? Desta vez podia apenas improvisar...
Mas, a batida, o perfume, o verde, o bosque, o livro, o pensamento; tranformaram o cenario numa linha direita, muito recta, muito perpendicular à tua, muito fora de mão... muito longe do livro sagrado.

2 Comments:

Blogger Mossi said...

Continuas igual, extraodinária!

20 agosto, 2007 13:49  
Blogger Colombina said...

à coisas que não mudam... e extraordinaria é muito...

20 agosto, 2007 14:11  

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