Ainda ontem enquanto estavas sentado no sofá, dormitando entre realidades, pensava sobre aquele tempo, à um mês atrás, quando as coisas eram só emoção.
É demasiado engraçado, como passados todos estes anos, ainda não aprendeste.
Não aprendeste a minha impaciencia, não aprendeste a necessidade de ser, não aprendeste a conjugar o estranho verbo da minha vida.
E agora... agora quando finalmente me preparo para sair, para mais uma vez, e talvez desta vez de vez por-te um ponto em cima, cruzar os braços e deixar-te nesse sono; despertas, sorris, perguntas com voz de sono "que horas são?" e preparas-te para voltar ao que sempre tiveste.
Talvez não ermita... talvez não...