segunda-feira, agosto 22, 2005

Ode ao Cominho

Oh tu, nobre e bela umbelífera,
Tu que por nós, mergulhas no tacho,
Tu de talo enramada e folhas filiformes e afiadas
Que sobre o calor do fogo caminhas
Para num grito herculeo mostrares a luz!
Tu de pequenas flores brancas e fruto oval de cor parda com aroma e sabor acre,
qual lobo esfomeado à procura da presa,
Tu que tão viulmente és utilizada como condimento
e cultivada no Próximo Oriente e na Europa,
nunca conheceste a América,
nunca amaste a semente do cacau!
Tu, e a ti confesso, que perante tantos feitos brilhantes,
Que és cominho, e cominho serás eternamente!